quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O Significado da Sua Existência

A vida toda corremos atrás de alguma coisa. Eu sempre corri atrás de algo, que eu jamais soube explicar. Nós lemos, e refletimos. E ouvimos nossos pais, ou quem quer que nos tenha criado. E fazemos nossas as verdades deles. Nós assistimos TV e ouvimos nosso professores, e a maioria de nós toma por verdade tudo isso. Os grupos se formam, e você só sente melhor se pertencer a algum desses grupos. Todas as verdades, que regem a sociedade e por conseguinte, o ser humano, são lançadas sobre você. Tanto é que agora, você, sentado aí, é um produto do pensamento e da conduta de centenas de outras pessoas, de idéias exteriores e aprendizados que você não pediu para serem gravados em você.




Tenho pensado e as vezes escrito sobre isso a anos, pois é através desse dilema humano que nós entramos em crises existenciais. E se entramos nessas crises, ou seja, se algo dentro de nós contraria algumas (ou as vezes todas ) dessas verdades, é porque originalmente nós viemos com alguma carga; nossa alma chegou a esse mundo (pressupondo que você acredite em alma) com algo inerente apenas a ela, tornando-a única. E sua essência, sendo confrontada com essa tonelada de informação externa, acaba se confundindo e causando muitos problemas. Você as vezes acaba perdendo a sua identidade, as vezes esquece como é sentir. E o ritmo cada vez mais acelerado da nossa existência, não nos permite refletir sobre as coisas mais importantes que existem na vida. E acabamos por apenas passar por ela, por não nos conhecermos, por não aproveitarmos a existência de maneira profunda e com algum significado.

O Grande Vazio

Hoje eu bem sei o que busco. Não que eu esteja próximo de alcançar, visto que o conhecimento de saber o que se quer dessa vida significaria menos de 1% do caminho. Mas só de ter consciência clara sobre isso, já é um passo na direção correta.
Durante algum tempo da minha vida eu não tinha base alguma para direcionar minha moral e os meus ideais. Não que eu fosse um amoral, fui educado em uma religião cristã, fui educado por mais conscientes (em certos aspectos), sobre o que é errado e o que não é. Mas como muita gente, faltou algo mais profundo. Meus pais não fizeram mais do que passar a religião que lhes foi passada, e me educar sobre o que é certo e errado baseado no que a sociedade diz que é, e ponto, sem questionamentos. Ou seja, daí podemos deduzir que somos apenas orientados a aceitar qualquer verdade, sem questionamentos. Não nos ensinam a questionar. Nos ensinam a aceitar.

Porém, chegou um momento em que, obviamente, comecei a me questionar. As dúvidas iam se acumulando, e minha vida não adquiria propósito para existir, algumas vezes, aquele imenso vazio de ir em uma direção, mas sem saber o significado, ia se intensificando a ponto de causar –me grande angustia. Nem Deus, nem a ciência, nem a família, aparentemente, nada fazia sentido. Eu via cada vez mais pessoas que buscavam sempre o maior lucro possível, dessa maneira criando coisas cada vez mais simplificadas, mais perecíveis, conhecimento mais superficial, relacionamentos relâmpago, baseados em virtudes que nem de longe eram virtudes de um ser humano guiado por uma ética universal. E as musicas, os programas de TV, tudo o mais foi se afunilando para obter o maior lucro possível numa quantidade mínima de tempo, e de preferência, de maneira cíclica. E as pessoas infelizes se satisfazem em lojas, comprando. Acostumamo-nos a disfarçar o grande vazio comprando coisas. A felicidade causada pelo materialismo é curta e repetitiva, um modelo perfeito de objetivo para uma sociedade alicerçada no capitalismo. Mas as pessoas percebem, cedo ou tarde, que essa felicidade causada pelo consumismo não elimina as suas dúvidas, suas questões essenciais, sobre a existência, sobre a felicidade, sobre a paz. Elas epenas saciam uma vontade mundana, que amanha estará voltada para outro objeto qualquer.

Eu não sou um monge que vai viver frugalmente por aí. Eu gosto de ter minhas coisas e meu conforto. Mas estou cultivando um modo de pensar que me ensina a ver as coisas como elas são. Estamos tão ligados à felicidade instantânea causada por esse mundo moderno, que somos incapazes de apreciar uma bela cachoeira, um por do sol, ou mesmo a chuva. Não há tempo. O mundo gira cada vez mais rápido, e os seres humanos estão cada vez mais deixando essa parte de “humanos” de lado.
O grande vazio que eu estou conseguindo suprimir da minha existência, é algo, acredito, que deva antes ser alcançado e visualizado, para depois deixar de ser temido. E é sobre isso que vou falar no próximo post.

3 comentários:

Limerância disse...

Interessante reflexão, já no aguardo do próximo post.

Limerância disse...

Interessante reflexão, já no aguardo do próximo post.

Anônimo disse...

prq nao atualiza o blog?
vc escreve bem, deveria continuar